terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Meu f-Elis 2011

O que há de ser tem a força do universo. Os desejos? Sopre-os ao vento. Há força maior sabendo o que fazer com eles. 
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Para ganhar um Ano Novo 
 que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo (...) 
É dentro de você que o Ano Novo cochila 
e espera desde sempre.  
[Drummond]

Descrição da Imagem: Uma moça num campo, de braços abertos olhando para o céu.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E graças à Ele minha vida vê graça todos os dias...

"Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se, xingam e cumprimentam sempre da mesma forma. Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas. Tem o mesmo humor no serviço e em casa. Petrificam sorrisos no rosto, dão presentes sempre nas mesmas datas. Enfim, tem uma vida estafante e previsível. Fonte para vazios e enfados. Normais não surpreendem, não encantam. Deus, livra-me dos normais." (Augusto Cury)

sábado, 30 de outubro de 2010

Inclusive é Menção Honrosa no Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos 2010

A revista digital Inclusive – Inclusão e Cidadania recebeu menção honrosa do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos, na Categoria 4 – A Sociedade na Educação em Direitos Humanos, em representação a experiências realizadas pelos meios de comunicação utilizando diferentes mídias.

A distinção, que está em sua segunda edição, é outorgada pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), em parceria com o Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, com o patrocínio e a execução da Fundação SM.

A entrega dos 100 mil reais em prêmios para as instituições vencedoras darem continuidade a trabalhos que já vem sendo realizados no campo da educação em direitos humanos será no dia 18 de novembro, às 19 horas, no Auditório D. João VI da Imprensa Nacional, SIG Quadra 06 Lote 800, Brasília-DF.

A comissão julgadora da 2ª edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos escolheu os projetos finalistas que participarão do evento de entrega das premiações, ocasião em que os vencedores serão anunciados.

Categoria 1: As Secretarias de Educação na Construção da Educação em Direitos Humanos

• “Por uma educação libertadora e igualitária para todos” (Embu /SP );

• “Programa comunidade escola: o espaço da gente” (Curitiba/PR)

Categoria 2: A Educação em Direitos Humanos na Escola

• “Homofobia, lesfobia e transfobia no contexto escolar” (Abreu e Lima/PE)

• “Identidade e Inclusão Social” (Novo Hamburgo/RS)

• “Projeto Acessibilidade do SENAI” (Joinville/SC)

• “Um Ayê Nago, um educar para a igualdade racial” (Jabotão/PE)

Categoria 3: A Formação, a Pesquisa e a Extensão Universitária em Educação em Direitos Humanos

• “Educação do campo e direitos humanos” (Belém/PA)

• “Projeto educadores para a paz” (Belo Horizonte/MG)

Categoria 4: A Sociedade na Educação em Direitos Humanos

• “Direitos Humanos no Espírito Santo” (Vitória/ES)

• “Curso cidadania e direito à educação” (São Paulo/SP)

Será outorgada Menção Honrosa na categoria 4 para o Projeto Inclusive de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em representação a experiências especificamente realizadas pelos meios de comunicação utilizando diferentes mídias.

Site do Prêmio: http://www.educacaoemdireitoshumanos.org.br/

Fonte: OEI

sábado, 23 de outubro de 2010

Borboletas de Zagorsk

Borboletas de Zagorsk é um documentário produzido pela BBC em 1992 que trata do trabalho desenvolvido em uma escola russa com crianças surdas e cegas inspirado nos estudos de Lev Vygotsky.   A obra tem 40 minutos de duração e se passa na cidade de Zagorsk, a 80 km de Moscou.  (Fonte: wikipédia)

Os estudos sobre a defectologia, presentes na teoria de Vygotski enfatizam  que as pessoas com deficiência, através de mecanismos compensatórios,  passam a utilizar seus sentidos normais para substituir seus sentidos perdidos.

Neste sentido, o documentário reforça a importância da mediação e a crença de que todas as pessoas, independente da idade e da condição física ou intelectual, são capazes de aprender. Concepção esta também retratada na teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural do educador Romeno Reuven Feuerstein. Com a conhecida frase: "Não me aceite como eu sou", Feuerstein desafia o educador a planejar e propor ações que possibilitem ao sujeito relacionar-se com seus pares, sem que esta relação seja permeada pelo atributo da incompetência por acreditar que não se pode prever, nunca limites para o desenvolvimento humano.
Borboletas de Zagorsk é a evidência disso.










quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Special Games

imagem

Um laboratório de aprendizagem organizado por educadores de forma colaborativa. Jogos e softwares utilizados como recursos para o desenvolvimento de habilidades afetivo-emocionais, motoras e cognitivas como as funções mentais superiores e as estruturas de pensamento, especialmente de pessoas com deficiência intelectual.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Prêmio Professora Destaque 2009


Recebi nesta semana o Prêmio Professora Destaque 2009 promovido pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina com destaque pelo profissionalismo e pela tecnologia inovadora em Educação Especial. Estou aguardando a premiação oficial e assim que vier (se vier) publico alguns cliques por aqui.

Mapas Conceituais e Aprendizagem de Crianças com Deficiência Intelectual

Mapas conceituais ou mapas cognitivos são ferramentas utilizadas para organizar e representar o conhecimento. São explicitações das redes de significados que construimos cognitivamente, sendo representadas graficamente através de setas, linhas e sinais semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras.

Originalmente baseado na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel, compreende a aprendizagem como resultante da ancoragem de novos conceitos e proposições que se unem a estruturas cognitivas preexistentes. Na interação entre o novo conhecimento e o já existente, ambos se modificam. O processo é dinâmico à medida que o conhecimento vai sendo construído.

O mapeamento conceitual é uma técnica muito flexível, em razão disso pode ser usado em diversas situações e para diferentes finalidades, como técnica didática, estratégia de estudo, recurso de aprendizagem ou meio de avaliação.

Utilizados com vista a promover a aprendizagem de pessoas com deficiência intelectual, os mapas conceituais podem ser importantes recursos que, além de permitir trabalhar com foco no deselvolvimento de habilidades conceituais podem ser utilizados como forma de avaliação das habilidades metacognitivas do aluno, de forma a permitir que o professor identifique no processo de construção do mapa, que elaborações a nível conceital o aluno consegue realizar, ou ainda, quais dificuldades ou associações ainda não consegue estabelecer.

O pensamento analítico, lógico, seqüencial e linear priorizado pelas escolas, muitas vezes dificulta ou impossibilita que o aluno com deficiência intelectual possa registrar os resultados de suas aprendizagens. Neste contexto, inserem-se os mapas conceituais como recursos eficientes que possibilitam ao aluno registrar seus conhecimentos acerca de um tema, pensar sobre seus próprios processos de aprendizagem- uma vez que, ao término do trabalho o aluno deverá fazer a leitura do mapa, tendo que, para isso analisar e refletir sobre sua própria construção, reorganizando seu pensamento através da oralização e identificando acertos e/ou falhas; e, ao professor, permitem acompanhar a evolução dos processos cognitivos do aluno, avaliando de forma qualitativa os resultados, considerando-se que não existem mapas certos ou errados uma vez que estes sempre refletirão a estrutura cognitiva de um indivíduo e servirão como constatações para possíveis intervenções.

Alguns aplicativos são disponibilizados na rede com esta finalidade. Destaco dentre estes um software com funcionalidades e aplicações que se encaixam muito bem ao público com deficiência intelectual.

Inspiration
é um é um programa de criação, edição e exposição de mapas conceituais que permite aos usuários representar suas idéias e conceitos, arranjá-las e agrupá-las de diversas formas. Com um banco de imagens variado e com a possibilidade de importar imagens do arquivo do computador, é possível criar mapas envolvendo diferentes temas e áreas do conhecimento, abrindo um leque de possibilidades educacionais. A possibilidade de criação de mapas utilizando-se apenas de imagens, possibilita que alunos não alfabetizados ou em fase de alfabetização, consigam também registrar suas aprendizagens. O programa permite ainda a inserção de sons, possibilitando trabalhar com outras finalidades.
Outros softwares para criação de mapas conceituais estão disponíveis e podem ser baixados gratuitamente ou utilizados online:
[ Post publicado originalmente na Inclusive: Revista Digital de Direitos Humanos, Cidadania e Inclusão Social ]

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

De mudanças, paixões ou inquietações

 Imagem: Dianne Poinski

A gente aprende tanta coisa nesta vida! Aprende a gostar. Sim, as vezes, o que falta de um lado, compensa-se de outro, o que parecia ruim, não é lá tão ruim assim. A gente aprende a dissimular, aprende a mentir e a enganar. Pior de tudo, quando a gente faz isso com a gente mesmo. Aprende a amar e a esperar menos das pessoas. Aprende a não criar tanta expectativa e a dar valor. Aprende a não querer subverter a ordem natual das coisas, aprende que há caminhos a serem percorridos e há que se ter obediência e resignação. Aprende a aceitar que boa parte do que se conquista é merecimento, que poucas coisas vêm de graça e que aquilo que te fará creditar força e  energia em si mesmo são aquelas a que te custaram uma boa dose de suor e lágrimas. Aprende a gostar mais de gente, a valorizar o calor de uma mão, a desejar o bem, a amar apesar de. A abraçar sem receio, a entregar-se sem restrição. Aprende a lembrar e a esquecer. Aprende a superar. E a gente supera tudo. Essa é uma verdade calcificante. A gente aprende a esperar e a superar nossas ansiedades juvenis. E a gente troca o querer pelo entender. Aprende que você nao tem a direção das coisas, ainda que tenha um bom projeto e que o bom da vida é isso, a inconstância, a não certeza, a imprevisibilidade, no quanto de graça tem a surpresa.

Este ano me reservou algumas, e entre esperas e saudades meu caminho vai se desenhando. No fim, talvez, tudo vire saudade. Talvez tudo dê certo. Talvez outros encontros, outras caras, outros abraços, talvez eu chore quando lembre. Talvez eu assuma uma nova função, talvez eu volte pra sala de aula, talvez eu realize sonhos, talvez frustre bons planos, talvez eu escreva para dizê-los. Talvez...

A propósito, este texto era pra dizer de outra coisa. Mas eu aceito o rumo que ele tomou, como dizia Quintana "A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita"


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Seminário de Tecnologia Educacional - 6º Núcleo CPERS - Rio Grande - RS

Aconteceu nos dias 26 e 27 de agosto de 2010 o Seminário de Tecnologia Educacional, promovido pelo 6º Núcleo CPERS - Rio Grande - RS, do qual participei com  a palestra: Tecnologias Educacionais: Para quem Precisa se Incluir  e uma oficina abordando o tema: Recursos Tecnológicos como Estratégia de Acessibilidade e de Aprendizagem de Alunos com Deficiência Intelectual, onde foram disponibilizados alguns recursos de hardware e softwares acessíveis e facilitadores do aprendizado, especialmente de pessoas com deficiência intelectual, de modo a favorecer a inclusão digital, escolar e social destas pessoas. 
Disponibilizo abaixo o material utilizado durante o evento.
Tecnologias educacionais: para quem precisa se incluir
View more presentations from eliss.

O evento contou também com a participação dos colegas Robson Freire, editor do Blog Caldeirão de Ideias Joanirse de Lurdes da Rosa Ortiz, editora do blog Mídias na Educação, José Antonio Klaes Roig, que mantem os blogs educacionais Educa Tube e Letra Viva, e da colega Janaina Martins do Núcleo de Tecnologia Educacional da cidade de Rio Grande.

O material está disponibilizado na íntegra no blog Educa Tube.

Agradecimento especial ao amigo José Roig pelo convite e pela agradável companhia e à Rita e ao Alexandre pela calorosa acolhida. De resto, fica a saudade do tempo bom vivido em companhia das pessoas queridas que conheci e/ou reencontrei....Robson, Jo, Jana, Zé e Luiz e destes instantes,  as tantas  imagens que seguem coladas à retina.
Alguns cliks do evento: 

 

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pequena grande contadora de histórias

Picasso dizia que toda criança é artista, o problema é permanecer artista depois que cresce. Tenho essa mesma impressão quando penso em criatividade. Crianças são naturalmente criativas e inventivas, enquanto o adulto pelo senso valorativo e comparativo apurado e pela falta de estímulo, muitas vezes atrofia essa capacidade.
O professor Jarbas, do Boteco Escola indicou e eu roubei o vídeo pra cá. Trata-se de uma pequena grande contadora de histórias que com uma criatividade invejável desenvolve uma narrativa cheia de personagens e detalhes curiosos.
Enjoy!



Descrição do Vídeo:

Era de manhã, o ursinho Pooh e o Tigrão acordaram e viram que os bebês macacos tinham sumido. E então os bebês macacos estavam perdidos nas árvores. O que aconteceu então? Eles viram morcegos. Eles viram crocodilos, hipopótamos, girafas. Eles tinham feito uma viagem muito longa. Eles nem pegaram o trem. E eles viram um crocodilo, eles viram sapos, caixas com animais que eram pobres, que estavam perdidos, pessoas que queriam colocar na jaula os animais que eram pobres, que nao tinham nada para comer, eles nao tinham nada para pagar, eles estavam em algumas árvores assustadoras, com hipopótamos, crocodilos, monstros e fantasmas. O Tigrão pulou nas árvores, muito alto e ele viu os macacos, ele agarrou com suas mãos e desceu de volta com os macacos. E daí o Tigrão e o Ursinho Poofh estavam indo para a floresta para achar alguns morangos, mas a bruxa nao concordava com nada disso, porque aqueles eram seus morangos, então eles lutaram, lutaram e o leão venceu e ele era o rei,e le tinha um capacete, uma espada e...como você fala quando você se protege? (A mãe) Um escudo! A pequena continua: E poderes mágicos! E então, eles viram várias coisas. Coisas muito bonitas: tinham flores, o sol, as nuvens!Muitas coisas! Mas tinah algo acontecendo errado, porque tinha um crocodilo que estava dormindo na grama, e se você pisasse nele ele ia acordar e iria comer os bebês! Então alguma coisa deu errado de novo porque o hipopótamo não estava na água e ele preferia se matar. Então o leão matou o hipopótamo e eles foram para o céu, mas o hipopótamo nao sabia, ele nao quaria ir para o céu, entao ele decidiu nao ir pro o céu. Mas o leão disse: "Agora ja é tarde, você decidiu estar morto no céu!" E entao foi merecido pro leão porque ele nao tinha mais poderes e daí o poder foi para o hipopótamo e o hipopótamos era alérgico à magia. O hipopótamo e o leão e o tigre, eles chegaram ao local e eles viraram "caixa de frango" daí a "caixa de frango" foi para outro animal que era muito mal, tremendamente muito mal, e tinha um mamute! O mamute tinha garras, poderes para mandar as pessoas para o céu! Até os animais! E então, tinha uma mulher que tinha um anel, igual o seu mas era diferente, porque era laranja, daí o anel laranja fez (faz um ruído) e matou todas as bruxas, Assim, as pessoas ficaram em paz e as pesoas podiam fazer o q ue elas quisessem e as crianças também. Agora acabou.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Futuratec, a videoteca do Canal Futura

imagem da página de busca da Futuratec
O Canal Futura através de um serviço de busca, download e compartilhamento coloca a disposição dos educadores boa parte do seu acervo.

O Futuratec é uma ferramenta que pode auxiliar o educador em seus projetos, trazendo para a sala de aula um recurso valioso para dinamizar e enriquecer suas aulas.São cerca de 700 episódios, na íntegra, organizados por temas, facilitando a busca de programas a partir dos assuntos que o professor deseja abordar em suas atividades educativas.

É possível fazer a busca por arquivos digitando o conteúdo ou selecionando entre as trinta categorias disponíveis, entre estas: Direitos humanos, diversidade cultural, cultura afro-brasileira, ciência e tecnologia, atualidades, entre outras.

Vários tutoriais auxiliam o professor a fazer o download, a gravação e o compartilhamento dos vídeos e um fórum está disponível para sanar dúvidas e conferir detalhes sobre como utilizar o material.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

História única, estereótipos e outros enquadramentos.

A palavra é o meio pelo qual, cada um de nós se utiliza para dizer do outro, para constitui-lo, defini-lo, categorizá-lo. Identidades não são, pois, fixas, mas construídas nas, e pelas relações que estabelecemos com o mundo. É a forma com que os outros me olham, me significam e como estabeleço relação com estes processos sociais, que me constituem como sujeito. A construção de identidades está assim relacionada com o lugar de onde vemos, submetida àquele que vê, que ouve, que assiste, que lê. De igual importância neste processo: do que se mostra, se narra, se escreve.

A construção de identidades supõe uma relação de poder daquele que define para aquele que é assim , definido, sendo utilizado, muitas vezes, para impor ao mundo representações, escrever histórias únicas. O outro, diverso, não raras vezes passa a ser entao entendido, como o estranho, o exótico, o inferior.


Estereótipos e preconceitos – legitimadores de relações de sujeição ou de exclusão – surgem a partir da construção de narrativas únicas . O rol de identidades que se cria, para explicar o outro, é imenso, e nessas narrativas, com frequência, a presença da diferença como sinônimo de inferioridade, o lugar do desvio. O outro, diferente, não representa apenas um outro que não sou eu, mas aquele que, diverso, foge ao padrão e sob esta condição, necessita ser normalizado.


Traduções hegêmonicas incorrem em uma visão simplista, pouco complexa, que não dão conta de explicar o outro ou os outros dos quais falamos, pelo fato de que negam a substancialidade dos sujeitos. Igualmente simplista é a compreensão de que todo grupo goza de imunidade, uma vez que, como sujeitos históricos carregamos marcas identitárias que dificultam romper com o instituído e com a ordem dada, podendo, ainda, que estereótipos, pelo reforço do discurso, passem a serem tomados como verdades absolutas.


Nestes enquadramentos que realizamos, mulheres são delicadas e frágeis; gordinhos são sempre simpáticos; homens não choram; surdos são agressivos; negros, sempre pobres; nordestinos, preguiçosos; norte americanos, ricos; italianos, sovinos; os britânicos, reservados e polidos; alemães, trabalhadores e adoradores de cerveja e os orientais...ah como são sábios!

A família, a mídia e os livros didáticos inserem-se aí como os grandes responsáveis pela formação de estereótipos. No entanto uma visão superficial de qualquer que seja a realidade pode incorrer em padronização e à construção de conceitos generalistas, tomando-se o particular como o geral, de forma equivocada.

O vídeo abaixo, indicação do amigo José Roig, é a leitura da escritora nigeriana Chimamanda Adichie sobre histórias únicas que lhe foram contadas e de como isso pode interferir na formação de povos, culturas e sujeitos, dificultando a comunicação intercultural.

Obs.: Selecionar "português" em subtitles

segunda-feira, 17 de maio de 2010

II Curso de Educadores da Cidade do Rio Grande

Folder do evento com a imagem de Chaplin sobre uma engrenagem e com o texto:O Educador do Século XXI: Saúde,tecnologia e motivação

Divulgando o II Curso Nacional de Educadores da cidade do Rio Grande, que terá como tema da Segunda Etapa: Tecnologias Aplicadas à Educação, que acontecerá nos dias 26 e 27 de agosto de 2010, onde estarei trabalhando com o tema:
Tecnologias Educacionais: Para quem Precisa se Incluir e com a Oficina: Recursos tecnológicos como
estratégia de acessibilidade e de aprendizagem
de alunos com deficiência intelectual.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre o Jecripe - Jogo de Estímulo à Crianças com Síndrome de Down

tela inicial do Jecripe - personagem com Síndrome de Down em uma janelaEm abril passado foi lançado o Jecripe, tido como o primeiro jogo para crianças com Síndrome de Down com a proposta de trabalhar áreas que necessitam ser estimuladas em crianças com a síndrome: linguagem, percepção, coordenação viso-motora, motricidade...

Minhas impressões sobre o jogo:

  • Jecripe não é um software para crianças com Síndrome de Down. É um software para algumas crianças com Síndrome de Down.
  • As propostas de atividades são direcionadas à uma determinada faixa etária. Crianças em idade pré escolar se beneficiariam dele, ao passo que seria compreensível que à uma criança de oito anos, por exemplo, não despertasse nenhum interesse. Da mesma forma, poderá ser explorado de modo a favorecer o aprendizado e o desenvolvimento de uma criança sem a síndrome. Ou seja, beneficiar qualquer criança, desde que esteja adequado à sua faixa etária e ao seu nível de desenvolvimento.
  • Possui uma interface simples e acessível, com boa qualidade áudio-visual.
  • O direcionamento dado pela personagem que conduz à criança para as atividades é importante, considerando-se que aquelas com pouca familiaridade com as ferramentas computacionais e menor nível de autonomia poderão interagir com o jogo. Entretanto, como um jogo de estímulo, deveria promover maiores desafios, de forma a fazer com que a criança sinta-se motivada a avançar em suas conquistas, agindo com progressiva autonomia.
Algumas considerações sobre softwares e deficiência intelectual:
  • A utilização de softwares prontos (pacotes) podem incorrer em padronização do ensino.
  • Existe uma idéia equivocada de que entre pessoas com deficiência intelectual existe uma universalidade de características comuns à todos. É preciso que antes da deficiência esteja a criança. Com suas especificidades, seus gostos, suas características pessoais, seu ritmo, suas habilidades, suas limitações, suas necessidades...Suas. De cada um e de todos de forma diferenciada.
  • Softwares direcionados a este ou aquele público, com esta ou aquela finalidade - definidas a priori - podem limitar, engessar o professor podendo, igualmente limitar o aluno.
  • Mais importante que a tecnologia é a pedagogia. Aliados à uma intervenção de qualidade do professor, os softwares podem ser importantes instrumentos para a aprendizagem. Uma mesma ferramenta pode ser educativa ou não, servir ou não ,dependendo de todas as variantes que se apresentarem: do contexto, do olhar do professor, do objetivo...

sábado, 8 de maio de 2010

Eu não desejei ser mãe...

Eu não sonhei ser mãe. Sempre achei que mãe era um ente grandioso demais diante de todas as minhas miudezas... Sublime, compreensiva, atenciosa, amável, dedicada, tolerante, bondosa e todos os outros predicados bonitos escritos nos dicionários. Além disso, mãe precisava saber fazer bolinho de chuva, defender a gente do homem do saco e procurar pelo nosso sono que teimava em sumir em dia de trovoada forte. Mãe precisava conhecer muitas histórias e ter paciência de repeti-las quantas vezes a gente desejasse, até decorar. Tinha que conseguir convencer que quando a gente toma banho não há risco nenhum de a gente escorrer pelo ralo, como a água que se esvai. Mãe precisava ter uma força visceral, presença carnal e espiritual para guiar a cria quando de seus enganos juvenis, equilíbrio circense, paciência bovina e sabedoria divina.
Eu não desejei ser mãe...havia uma vaga descrença humana que imputava a mim, o não merecimento do dom.
Um junho qualquer veio para mostrar as meio-falácias das minha teorias. E ele estreiou nesse plano me fazendo compreender que em meio à todas às minhas (reais) pequenezas, o meu ser mãe era o lugar de onde e para onde ele poderia voltar e encontrar o sentimento de amor maior capaz de atenuar qualquer sensação de desamparo.
Entendi que a supremacia de uma mãe não está nos atributos de perfeição que se ligam à ela por analogia. Mas que pra toda imperfeição há um propósito - este sim, supremo de elevação espiritual que nos aproxima de Deus.
Eu não desejei ser mãe, mas desejei conhecer o amor em sua forma mais perfeita.
E sendo, eu aprendi a amar... e a fazer bolinhos de chuva.

domingo, 18 de abril de 2010

Porque hoje é dia do Livro Infantil

Essa é das antigas, e uma das que Gianluca, meu filho, mais gosta. Daquelas que a gente conta e reconta tantas vezes quanto o gosto deles pela história mandar. Os créditos das imagens são do Claudemir Spitzer, amigo fotógrafo, PhD em fhotoshop que me presenteou, unindo seu talento aos meus rabiscos literários.

Uma Casa para o Ratinho

Elisangela Zampieri


Ratinho Tinho procurou um lugar para fazer o seu ninho.

Procurou, procurou e uma casa encontrou. Era uma casa grande e bonita com um jardim enorme na frente. Só que era casa de gente. Mas casa de gente também pode ser casa de rato!


o ratinho no jardim da casa com um saco de roupa nas costas

E o ratinho andou, subiu e desceu escadas, a porta estava fechada....

Mas no canto, bem no cantinho, uma pequena passagem, um buraco bem do seu tamainho...

Aliás rato sempre acaba encontrando um buraco exatamente do seu tamanho.

Perceberam?


ratinho debaixo da escada olhando para o buraco na parede


E ratinho entrou... Mas ai que dó! Uma casa bonita, mas muito grande para um rato viver só!

Mas no canto, bem no cantinho havia um quarto. Um quarto bem arrumado,com cama, armário, balcão, guarda-roupa, tudo muito organizado.


ratinho passeando pelo quarto

Mas o quarto ainda era grande...

Foi então que ratinho viu o armário:

_Um armário pode ser uma boa casa para um rato solitário.

Só que o armário estava trancado. Mas no chão, estava a chave caída.


ratinho olhando para a chave caída no chão

E ratinho encontrou a saída. Juntou a chave, que era quase do seu tamanho, e com grande esforço o armário ele abriu...


ratinho com a chave tentando abrir o armário

Mas o armário era enorme, amplo e espaçoso demais...


No fundo, bem no fundo, escondida estava uma mala!

_Uma mala pode ser a saída para arranjar minha vida!


ratinho com as mãos sobre a mala

Mas que pena! Uma casa muito bela, mas ainda muito grande para um rato morar nela.

Mas dentro da mala havia uma caixa. E uma caixa de sapato, quem diria, mas é fato, pode ser a casa perfeita se o morador for um rato.


ratinho olhando para a caixa de sapato

Mas eis qual foi a surpresa, quando ratinho descobriu, que dentro da caixa havia um sapato...

Pois lhe conto e não omito, havia um sapato bonito, que seria a casa ideal para a história ter um final.

E ratinho foi entrando e o lugar organizando...

Limpa, arruma, lava o chão com muita água e sabão... Pois ao contrário do que pensam nem todo ratogosta de sujeira.

E foi assim, desta maneira, que Tinho, o rato limpinho, arrumou o seu cantinho.


ratinho com uma coberta, dormindo dentro do sapato


E a história poderia terminar assim...

“E o ratinho foi feliz para sempre”...

Mas como essa história é um pouco diferente, ela termina assim...

Só que o que ninguém esperava, de fato aconteceu, eis que a dona do sapato, a própria, apareceu. De nada adiantou choro, reclamação ou pechincha.


Ratinho dentro de um sapato preto contando cédulas de dinheiro

Vejam só que desatino, o rato virou inquilino. Vixi, meu Deus do céu! Onde é que já se viu, um rato pagando aluguel?!?

quarta-feira, 10 de março de 2010

BubblePLY - Criando legendas para vídeos

BubblePLY é uma ferramenta bacana para criação de legendas em vídeos e embora não tenha sido criado originalmente para esse fim, proporciona acessibilidade à deficientes auditivos. Online, de forma simples e rápida.

A ferramenta possibilita legendar vídeos da internet, adicionar elementos e publicar o resultado onde desejarmos, além de fornecer um link de acesso para nossa criação. Também possibilita postar os vídeos originais em um site e fornecer a ferramenta de inserção de legendas para os visitantes.

O BubblePLY suporta diversas páginas de vídeos. Entre elas a CNN, Comedycentral, Dailymotion, Google Video, Metacafe, MySpace, Veoh e YouTube. Clique aqui para ver a relação completa de páginas compatíveis com o BubblePLY.

Ao chegar à página inicial do BubblePLY, é pedido o URL de um vídeo alojado na internet. Assim, para baixar um vídeo para edição basta informar o URL e clicar em "next".

Para inserir legendas, selecionamos "Subtitle" e digitamos o texto desejado. A duração do texto pode ser ajustada usando pontos de início e de fim , isto permite ajustar perfeitamente as legendas às palavras de maneira muito simples.

Minha experiência com a ferramenta:





Ou no link: Metodologia ou Tecnologia